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Em bodas de medalha, Marcus D’Almeida e Bianca Rodrigues ficam com ouro e prata no Tiro com Arco

Pela primeira vez juntos e na mesma modalidade em Santa Fé 2026, casal foi ouro e prata nas duplas mistas de suas provas

Por Comitê Olímpico do Brasil

25 de set, 2026 às 14:30 | 4 minutos de leitura

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Gaspar Nóbrega/COB

Eles se conheceram há doze anos praticando modalidades diferentes, mas agora compartilham juntos a casa, a vida e as flechas do mesmo esporte. Marcus D’Almeida e Bianca Rodrigues, atletas do Tiro com Arco do Time Brasil, casaram-se há pouco menos de um ano e pela primeira vez vivenciaram uma edição de Jogos competindo na mesma modalidade. E o melhor, ambos garantiram medalhas. Nesta sexta-feira, 25, Bianca foi prata nas duplas mistas do arco composto, enquanto Marcus foi ouro na duplas mistas do arco recurvo nos Jogos Sul-americanos Santa Fé 2026.

As primeiras medalhas na estreia dos dois juntos em uma edição de Jogos pelo Time Brasil trouxe um significado especial. Marcus e Bianca se conheceram nos Jogos Olímpicos da Juventude Nanquim 2014. Cada um em uma modalidade: ela, no hipismo saltos; ele, no tiro com arco. Os dois conquistaram a medalha de prata em suas provas, tiveram os primeiros contatos e iniciaram uma amizade. Anos depois, em 2021, começaram a namorar e Bianca, que havia se aposentado do hipismo, resolveu apostar em uma nova modalidade.

“Eu comecei no hipismo com seis anos, sempre fiz saltos. Parei depois que entrei na faculdade, me formei em Medicina Veterinária, me mudei, fui morar com o Marcus, mas sempre tive vontade de voltar para o esporte de alto rendimento. Ele me apresentou o Tiro com Arco, estava mais próximo de mim, e ele sempre me apoiou. Isso foi muito importante. Agora estou aqui muito realizada”, ressaltou Bianca, que escolheu o arco composto e acabou entrando na seleção brasileira em 2023.

“Em um dado momento, conversando em casa, ela me falou que sentia saudades de competir. Isso me tocou muito e perguntei se ela queria (o Tiro com Arco). Uma simples conversa dentro de casa se tornou o que estamos vivendo hoje aqui”, refletiu Marcus.

Os dois comemoraram bastante as medalhas conquistadas em Santa Fé 2026. Bianca foi prata nas duplas mistas do arco composto ao lado de Jairo dos Santos, só parando na final para a forte equipe da Colômbia (153 x 151 placar final). Já Marcus garantiu o ouro nas duplas mistas do arco recurvo atuando com Ana Luiza Caetano ao vencer os donos da casa, a Argentina, por 6 a 0.

“Estou muito feliz por serem nossos primeiros Jogos juntos na mesma modalidade desta vez. E os dois saíram com medalhas, então estou bem contente com esse momento”, pontuou Bianca. “Muito importante estarmos aqui juntos. É o nosso estilo de vida, é como gostamos de viver. Ela ter ganho medalha na prova olímpica do arco composto é bem importante para a gente. Reflete o trabalho que fazemos no Brasil”, reforçou Marcus.

O casal agora mira em novos objetivos. O maior, muito claro, diz respeito aos Jogos Olímpicos Los Angeles 2028. Enquanto isso, os dois, que vivem no Rio de Janeiro e treinam no Centro de Treinamento do Time Brasil, curtem os primeiros momentos juntos atuando nos Jogos Sul-americanos. 

Marcus D'Almeida vive situação inusitada na final individual
Na tarde desta sexta-feira, o Brasil encerrou sua campanha conquistando mais três medalhas no tiro com arco. O Time Brasil levou três ouros, três pratas e um bronze no esporte durante os Jogos Sul-americanos Santa Fé 2026.

 

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 Foto: Jonne Roriz/COB



A final do recurvo masculino chamou muito a atenção e não só pela vitória do colombiano Jorge Enríquez sobre o brasileiro Marcus D’Almeida. Empatados em 5 a 5, os dois também empataram na flecha de desempate, em que o arqueiro que atirar mais perto do centro do alvo sai com a vitória. “É a primeira vez que eu faço dois desempates. A gente sabe que pode acontecer, mas é muito, muito, muito raro isso, porque a distância é medida com paquímetro, né? Então se der um milímetro de diferença, alguém sai como vencedor. Foi diferente, por ter que atirar duas vezes na flecha de desempate”, recordou o atual vice-campeão mundial, que sai de Santa Fé com dois ouros e uma prata. Ele agora se prepara para a Archery Premier League (APL), que acontece em Hyderabad, na Índia, entre 8 e 18 de outubro.

Matheus Ely ficou com o bronze no recurvo ao vencer o chileno Ángel Vega por 6 a 2. “Minha primeira medalha individual em Jogos, segunda medalha internacional no individual, então poder fazer isso aqui é incrível”, disse Matheus.

No feminino, Ane Marcelle dos Santos também ficou com a prata, após perder a final para a colombiana Ana Maria Rendon. Ao final da competição, ela valorizou especialmente a vitória por equipes, já pensando na classificação aos Jogos Olímpicos Los Angeles 2028. “Eu estou muito orgulhosa, batalhei bastante pra chegar até aqui. Batalhei, treinei pra chegar aqui e conquistar a medalha de ouro por equipe e a prata individual. A disputa com a Colômbia é sempre bem grande, né? É uma das equipes mais fortes, ano que vem já começam as disputas de vagas para os Jogos Olímpicos e sempre competimos com a Colômbia e o México”.

Na disputa pelo bronze do composto masculino, Jairo da Silva perdeu para o colombiano Jagdeep Singh por 145 a 144. No recurvo masculino, a argentina Alma Pueyo venceu Isabelle Estevez e ficou com o bronze.

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