Brasil conquista bronze histórico por equipes feminino em Mundial de ineditismos na marcha atlética
Pela primeira vez no Hemisfério Sul, campeonato disputado em Brasília estreou novas distâncias na modalidade e viu equipe brasileira no pódio

Mariana Sá/COB
O Brasil escreveu um novo capítulo na história da marcha atlética neste domingo (12), em Brasília, ao conquistar uma medalha inédita no Campeonato Mundial de Marcha Atlética por Equipes CAIXA. Com Viviane Lyra, Gabriela de Sousa e Mayara Luize Vicentainer, a equipe feminina garantiu o bronze na maratona, resultado que marca o melhor desempenho do país na competição. Equador, em primeiro, e Itália, em segundo lugar, foram os únicos à frente do Brasil.
O campeonato foi marcado por estreias: foi o primeiro Mundial de Marcha no Hemisfério Sul e o primeiro a contar com as novas distâncias definidas pela World Athletics. A prova de 20km se tornou a meia-maratona, com 21,097km, enquanto os 35km foram estendidos para 42,195km, a maratona. Atleta olímpica em Paris 2024, Viviane Lyra terminou a prova com tempo de 3h34min53s, na quinta colocação. Gabriela, com 3h46min07s, e Mayara, com 3h47min09s, completaram os três melhores tempos do Brasil, que valiam para a classificação geral. Elianay Barbosa e Thaissa Gabrielle Cunha também competiram.
A conquista representa um salto importante para o atletismo nacional. Até então, o melhor resultado feminino do Brasil havia sido um quinto lugar, alcançado em 2022, em Muscat, Omã, nos 35km. A medalha deste domingo simboliza um feito inédito na história da competição não só para o país, como para o mundo, com o Time Brasil no primeiro pódio da maratona da modalidade.
"Hoje vai ficar marcado como um domingo em que nós maratonamos na marcha atlética. Fizemos 42,195km, a distância histórica do atletismo. Cinco atletas, uma terceira colocação, em casa, não tem como. É um domingo que será lembrado pra sempre", comemorou Viviane. “Essa conquista mostra que temos muito potencial para a marcha atlética por todo o Brasil, tanto nas categorias de alto rendimento quanto nas de base. Tudo isso é fruto de um grande investimento, sou muito grata ao Comitê Olímpico do Brasil por todo o investimento que vem sendo feito. Eu faço parte do Time Rio e esse suporte que eu tenho recebido tem feito toda a diferença na minha carreira", completou a carioca de 32 anos.
Com o bronze em Brasília, o Brasil confirma sua evolução e passa a figurar entre os destaques do cenário internacional da marcha atlética por equipes. Mais do que uma medalha, o resultado simboliza um novo patamar competitivo na marcha atlética feminina.












