Yuri Guimarães destaca aprendizado com erros ao ser ouro no salto em Santa Fé 2026
Ginástica artística sobe ao pódio em todas as finais do dia e encerra Jogos Sul-americanos com 12 medalhas
Foto: Gaspar Nóbrega/COB
A ginástica artística brasileira chegou aos Jogos Sul-americanos Santa Fe 2026 com uma equipe que mescla experiência e juventude. Sem muitos nomes de sua seleção principal que seguem na preparação para o Campeonato Mundial, o Brasil foi o país que mais vezes subiu ao pódio. Foram três ouros, sete pratas e dois bronzes, um total de 12 medalhas, mesmo número da Argentina. Nesta quarta-feira, dia 16, o Time Brasil mostrou sua força subindo no pódio em todas as finais por aparelhos no último dia.
“O Brasil veio com uma equipe de jovens ginastas e também alguns treinadores que estão participando de jogos pela primeira vez. Esse foi um momento também de preparação dessa equipe para o campeonato mundial”, avaliou Henrique Motta, presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), citando que a ginástica artística da América do Sul está “cada vez mais forte”, contando com medalhistas olímpicos e campeões pan-americanos.
Yuri Guimarães e Gabriela Bouças subiram no lugar mais alto do pódio, enquanto Diogo Soares conquistou duas pratas e terminou a campanha com quatro medalhas no total, um ouro por equipes e três pratas. Na última prova feminina do dia, do solo, Júlia Coutinho foi prata.
Yuri ficou com o ouro na prova do salto, com a média de 13.575. No primeiro salto, ele alcançou 13.650 e no segundo 13.537. A vitória representa uma coroação para o atleta que precisou passar por uma artroscopia de ombro no fim de 2024 após sofrer uma ruptura no tendão do bíceps.
“É a primeira medalha individual que tenho em Jogos. Nos outros, eu acabei errando, mas faz parte de aprendizado e agora estou com a medalha de ouro no peito. É maravilhoso!”
Gabriela Bouças foi a campeã na trave, com 13.267, dividindo o pódio com duas argentinas, Julieta Lucas e Fila Dalinger. Gabriela Rodrigues terminou em quarto, com 12.800, a 34 centésimos de ponto do pódio. Bouças ainda ficou em quarto no solo.
Medalhista de prata no individual-geral, Diogo Soares conquistou mais dois vices hoje. O primeiro foi nas barras paralelas, com 13.600, atrás do colombiano Angel Barajas, 14.025. Já o segundo veio na barra fixa, em que recebeu a nota de 13.625. Medalhista de prata em Paris 2024 na modalidade, o colombiano Angel Barajas foi o campeão, com 14.450. Patrick Sampaio disputou as mesmas provas de Diogo, ficando em quinto lugar nas barras paralelas e na barra fixa.
Henrique Motta destaca união da delegação brasileira
Alguns dos principais nomes da ginástica artística brasileira, como Arthur Nory, Caio Souza, Flávia Saraiva e Rebeca Andrade, se preparam para a disputa da Copa do Mundo de Szombathely neste fim de semana. Porém, o Brasil ainda contou com a experiência de atletas como Diogo Soares, finalista olímpico em Tóquio 2020 e Paris 2024, e Carolyne Pedro, vice-campeã mundial em 2023, que servem também de inspiração para outros atletas que fazem sua estreia em uma missão pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB).
“A gente está muito feliz com a participação deles. 12 medalhas é um resultado importante e que colabora muito para a campanha do Time Brasil. O Brasil foi campeão (por equipes) no masculino, foi vice-campeão feminino. Acho que o time passou bem, eles mostraram uma união muito grande, apesar de ser um time jovem”.











