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Jojo Santos estreia na Copa do Mundo de Milão nesta sexta, 10, embalada por temporada histórica na ginástica artística

Atleta da Seleção Brasileira fala sobre superação, evolução técnica e o sonho de disputar Los Angeles 2028 no individual

Por Comitê Olímpico do Brasil

9 de jul, 2026 às 16:30 | 4 min de leitura

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Foto: Divulgação CBG

Quando entrou pela primeira vez em um ginásio de ginástica rítmica, em um projeto social aos seis anos de idade, Geovanna Santos ainda não imaginava que um dia se tornaria uma das principais referências da modalidade no Brasil. Conhecida como “Jojo”, a ginasta natural de Pinheiros, no interior do Espírito Santo, está vivendo um ano com grandes feitos no esporte e chega à Copa do Mundo de Milão, nesta sexta-feira, 10, entre os destaques do Brasil na competição. 

A Copa do Mundo de Milão reunirá algumas das melhores ginastas do planeta, servindo como mais um importante teste dentro do ciclo olímpico. Apesar do alto nível da disputa, Jojo chega confiante.

“Minha expectativa é fazer boas apresentações, executar minhas séries da melhor forma possível e colocar em prática tudo o que venho treinando. Sei que o nível da competição é muito alto, mas estou preparada para representar o Brasil da melhor maneira possível e buscar mais uma grande participação internacional”, afirma.

Geovanna vem de um retrospecto positivo na seleção brasileira. Em março deste ano, Jojo fez história ao conquistar duas medalhas no Grand Prix Miss Valentine, na Estônia. A atleta foi prata na bola e bronze no arco, tornando-se a primeira brasileira a subir ao pódio mais de uma vez em um Grand Prix de ginástica rítmica. Pouco tempo depois, em abril, foi a vez da ginasta conquistar seu primeiro pódio em Copas do Mundo, com o bronze na fita na etapa de Tashkent, no Uzbequistão.

“Foi um momento muito especial para mim e para a ginástica rítmica brasileira. Ser a primeira capixaba a conquistar uma medalha em uma etapa de Copa do Mundo mostrou que todo o trabalho realizado ao longo dos anos estava dando resultado”, destaca.

Segundo ela, a conquista mudou a forma como passou a enxergar seu potencial no cenário internacional. “Passei a acreditar ainda mais em mim e percebi que posso competir de igual para igual com grandes atletas do mundo. Também recebi muito carinho do público, o que me motiva ainda mais a continuar evoluindo”, completa.

A retomada da confiança foi um ponto chave para a trajetória de Jojo. A atleta passou por momentos difíceis, como a lesão no joelho sofrida em 2020 e, principalmente, a frustração de não conseguir a classificação para os Jogos Olímpicos de Paris 2024.

“A perda da vaga olímpica de Paris 2024 foi muito difícil. Eu tive que recomeçar novamente e me enxergar no esporte de novo. O esporte de alto rendimento exige muito física e emocionalmente, mas cada dificuldade me tornou mais forte”, afirma a ginasta que, após o ciclo de Paris, buscou novos estímulos para seguir evoluindo. 

Influência búlgara e foco em Los Angeles 2028


Parte importante dessa evolução passa por uma parceria internacional iniciada neste ciclo olímpico. Desde o começo do ano, Geovanna tem treinado com técnicas búlgaras, fruto de um projeto pensado para fortalecer a preparação rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

A escolha não foi por acaso. A Bulgária é uma das maiores potências da ginástica rítmica mundial e referência em aspectos técnicos e artísticos da modalidade.

“Poder aprender com profissionais desse nível é uma oportunidade muito importante. O trabalho trouxe uma nova visão sobre composição das séries, expressão artística, técnica corporal e detalhes que fazem muita diferença em competições internacionais”, explica.

Os efeitos já aparecem nos resultados. Em 2026, além das conquistas em etapas internacionais, Geovanna sagrou-se campeã pan-americana no arco e na fita, além de conquistar o ouro por equipes. “Tenho muito orgulho da evolução que venho construindo. Cada competição representa um aprendizado e acredito que estou conseguindo apresentar séries mais maduras, consistentes e competitivas”, avalia.

Inspirada por nomes da escola búlgara de ginástica - que tem como alguns dos expoentes recentes a medalhista olímpica em Paris 2024 Boryana Kaleyn e a campeã europeia Stiliana Nikolova -, e por exemplos de superação como o de Rebeca Andrade, Jojo mantém o olhar voltado para objetivos ainda maiores. 

 

“Quero disputar os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 no individual e me tornar a primeira ginasta brasileira a ir para duas Olimpíadas em provas diferentes”, revela.


Mais do que medalhas e resultados, ela deseja deixar um legado para outras meninas. “Quero continuar inspirando crianças e jovens a acreditarem que, independentemente de onde elas venham, é possível sonhar grande e alcançar objetivos através do esporte, da disciplina e da perseverança”, conclui.

 

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