Brasil ajusta a tática e conquista a prata no revezamento misto do triatlo no Panamá
No total, modalidade encerra participação nos Jogos Sul-americanos da Juventude com três medalhas

Uma decisão na véspera da prova ajudou o Brasil a garantir a prata no revezamento do triatlo nos Jogos Sul-americanos da Juventude Panamá 2026 neste domingo, 19. A ordem dos atletas foi invertida e isso garantiu que a equipe formada por Luísa Ribas, Ana Claudia Siqueira, Alejandro Juanuk e Eduardo Staniaski ficasse com a prata da prova com o tempo de 1:30:11, apenas 1 segundo na frente do quarteto argentino formado por Federica Carletto, Emma Scliar, Agustín Kossmann e Santino Lucaratolo. Os campeões foram os chilenos Julieta Waltemath, Pascalle Ahumada, Enrique Pau e Raimundo Naranjo, que completaram a prova em 1:29:30.
Após as competições individuais, o plano do Time Brasil mudou. "Nossa tática de início não era essa. A Ana ia abrir por ela ter uma natação e um ciclismo muito forte. Porém, tivemos que mudar isso porque num trajeto muito curto, a corrida também decide muita coisa. Então, pensamos que eu poderia nadar no pelotão. Não tenho uma natação boa, mas acompanhei. E achamos que no ciclismo e corrida eu ia me dar muito bem", contou Luisa Ribas. Deu certo. Luisa entregou a prova em primeiro lugar para Alejandro Juanuk, segundo a cair na água para o trajeto de 300 metros de natação seguido de 5km de ciclismo e a corrida de 1,5k.
E aí estava o maior suspense da equipe. Alejandro se sentiu mal depois das disputas individuais e passou os últimos dois dias em tratamento. "Depois minha da prova eu passei algumas dificuldades, foram duas noites bem difíceis após a competição, eu queria muito representar o Brasil. Cheguei aqui querendo dar o meu melhor. Fiz uma prova muito boa, estou contente com o meu resultado, fiz um bom ciclismo, uma boa corrida, uma boa natação. Fora que eu recebi da Luísa em primeiro. É uma pressão grande, né? Tem que dar tudo pra manter. Mas acho que tivemos a melhor estratégia possível", avaliou Alejandro, que também entregou para Ana Cláudia Siqueira na primeira colocação.
Ana Cláudia conseguiu manter o Brasil no pelotão da frente. "Minha prova no revezamento foi melhor que a individual. A cabeça estava boa, eu estava alerta", revelou. Ela imprimiu um ritmo forte na natação e no ciclismo e saiu da corrida atrás somente da equatoriana Manuela Ortega, campeã do individual. Então foi a vez de Eduardo Staniaski, dono de uma das melhores corridas da disputa individual fazer a sua parte. "Foi uma prova difícil. A gente já sabia dos nossos aniversários fortes. E estava muito calor, eu não estou acostumado nem um pouco", contou.
Mais do que olhar para frente, Eduardo se preocupava com quem estava atrás. Fechando o revezamento para o Chile estava Raimundo Naranjo, ouro individual no Panamá. "Quando a Ana me soltou ali em segundo, eu sabia que o chileno atrás ia pedalar forte. Acabei deixando ele desgarrar, até por um vacilo meu na saída", relembrou. Eduardo estava em quarto quando começou a correr. Mas não esmoreceu. "Dei a vida na corrida. Pra buscar a medalha para minha equipe, principalmente para as meninas, que infelizmente não tinham pegado no individual. No revezamento a gente tem esse censo de equipe. Estamos bem felizes!".
Time Brasil termina o triatlo com três medalhas
Além da prata, o Brasil conquistou também duas medalhas no individual masculino. Alejandro Juanuk foi prata e Eduardo Staniaski ficou com o bronze. Para Elinai Schutz, Chefe de Equipe, um resultado que está dentro das previsões. "Tínhamos essa expectativas. Os meninos na prova individual atendemos. As meninas vinham brigar pelo pódio e Luísa chegou muito perto. Ficou em quarto, faltou um pouquinho só. Mas tivemos as melhores corridas da prova, com a Luísa, Eduardo e Alejandro na etapa com vários corredores", avaliou.
Diretora técnica da Confederação Brasileira de Triathlon, Elinai destacou a área de desenvolvimento esportivo da entidade, que tem buscado acompanhar os jovens que começam a entrar no alto rendimento. "A partir dos 14 e 15 anos temos feito campings nacionais de treinamento. A ideia é ampliar agora para regionais para identificar mais jovens, acompanhar e monitorar já pensando nos próximos eventos", adiantou.












