Da base à Seleção adulta: Arthur Giro e Luiz Guilherme representam o futuro do hóquei brasileiro
Jovens talentos compartilham o sonho de ajudar o Brasil a alcançar resultados inéditos no hóquei sobre grama e consolidar o futuro da modalidade

Treino do Hóquei sobre Grama no Estadio ASH, nesta sexta-feira, dia 11 em Santa Fé. (Foto: Bruno Ruas/COB)
O hóquei sobre grama brasileiro vive um momento de renovação. Na Seleção masculina que disputa os Jogos Sul-Americanos de Santa Fé 2026, na Argentina, atletas mais experientes dividem espaço com jovens que começam a escrever seus primeiros capítulos na equipe adulta. Entre eles estão Arthur Giro, meio-campista de 22 anos, e Luiz Guilherme, atacante de 21, que se conheceram ainda nas categorias de base e hoje compartilham um novo momento de suas trajetórias: enquanto Luiz faz sua primeira competição pela Seleção adulta, Arthur assume pela primeira vez a braçadeira de capitão da equipe principal.
Os caminhos até aqui, no entanto, foram bem diferentes. Luiz descobriu o hóquei quase por acaso, aos 15 anos, quando ainda se dedicava para ser jogador de futebol. A história começou durante uma partida com amigos no Parque Leopoldina, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e acabou mudando o rumo de sua trajetória esportiva.
“Eu estava jogando futebol com meus amigos numa praça e duas meninas que jogavam hóquei me viram jogando. Elas estavam precisando de jogadores para completar um time e me chamaram para treinar. Fui para o primeiro treino e me apaixonei completamente.”
A adaptação foi rápida. No ano seguinte, Luiz já frequentava os treinamentos da Seleção Sub-21 e disputava sua primeira competição internacional. E foi lá que conheceu Arthur, que na época estava em seu último ano na categoria. Os dois atuavam na mesma posição e construíram uma amizade. Agora, eles compartilham também o desafio de defender o Brasil no adulto.
Para Arthur, o caminho até a Seleção começou ainda na escola. Aos 11 anos, chamou a atenção de um professor de Educação Física que também trabalhava como treinador em um clube de hóquei. O convite para experimentar o esporte abriu uma trajetória que passaria pelas categorias de base, pela Seleção adulta e por conquistas como o bronze nos Jogos Sul-Americanos de 2022 e o Prêmio Brasil Olímpico daquele mesmo ano, quando foi eleito o melhor atleta brasileiro de hóquei sobre grama.

Hoje, em Santa Fé, Arthur vive ainda uma experiência inédita: pela primeira vez, é o capitão da Seleção Brasileira masculina adulta em uma competição. A posição de liderança também coloca Arthur como inspiração para colegas como Luiz.
“É muito especial. Eu estou vendo uma molecada que cresceu junto comigo chegando agora na Seleção adulta. Temos muitos atletas com quem joguei desde a base, então poder estar aqui, agora como capitão, e disputar uma medalha com eles é algo que significa muito para mim.”, disse.
Para Luiz, estar ao lado de atletas que já passaram por grandes competições ajuda a ampliar a percepção sobre o espaço que a modalidade pode ocupar.
“É muito gratificante poder dividir o campo com atletas que já viveram muita coisa. A gente aprende muito com eles, mas, conforme a gente aprende, eles aprendem também”, conta Luiz, que vive pela primeira vez a rotina da Seleção principal.

Para o capitão, essa combinação pode ser uma das forças da equipe.
“Os mais novos trazem muita vontade, muita energia, e os mais velhos trazem experiência. Acho que essa troca é muito importante. Eu me vejo um pouco no meio dessas gerações e tento aproveitar o que cada uma pode oferecer.”
Em Santa Fé, o objetivo é transformar esse encontro de gerações em resultado.
“A gente sempre quer buscar a melhor colocação possível. Já sabemos que o bronze é alcançável, mas não queremos ficar pensando só nele. Vamos buscar o melhor resultado, tentar chegar à prata e, quem sabe, superar as expectativas e fazer história”, completou Arthur












